
Onde tem um cervejinha e alguns ouvintes, sempre conto essa história. Tenham certeza de que esta será a PÉROLA deste blog. Deixo claro que não usarei nomes dos demais participantes do causo, buscando preservar suas reputações. Mais uma peripécia de adolescente.
La estava eu, na Avenida, aos 15/16 anos, achando ser "gente grande". Quando, de repende, como sempre, o telefone toca, eram dois amigos super animadas, pois eles tinham pegado o carro de casa, escondido. Eles me ligaram para oferecer uma voltinha de carro, como adoro um "mal feito", claro que topei. Cinco minutos depois eles me buscaram na avenida, próximo ao Tia Ceiça Avenida. Sim, Tia Ceiça Avenida funcionava próximo ao atual Mapa de Minas. Quem tem os seus 20 e poucos anos sabe do que estou falando.
Imaginem três adolescente num carro do ano, com tanque cheio, coisa boa não sai. Após andarmos pela cidade, sem destino algum, resolvemos ir embora. Esse foi o nosso erro, hehehehe. Como eu morava perto de onde estávamos, fui o primeiro a descer do veículo. Era mais ou menos 3h da manha e sempre que eu chegava em casa esta hora, já corria pra cama. Desta vez nao foi diferente e logo peguei no sono profundo. De "despedida", os dois companheiros deram mais um voltinha para fechar a noite com "chave de ouro". Passearam, passearam e quando eles resolveram passar num posto de gasolina para repor o combustível que gastaram, começaram os problemas. Ao fazerem uma curva, acabaram subindo no passeio, estouraram o pneu e destruíram uma das rodas do carro. Tentando nao deixar pistas sobre o "roubo" do carro, eles chegaram numa conclusão brilhante: "Se deixarmos este pneu "detonado" no porta mala, certamente minha mãe vai descobrir tudo. "Melhor a gente jogar essa roda fora, com isso ela não vai perceber nada". E assim foi feito."Após trocarem o pneu e "dispensarem" o pneu furado, eles seguiram viagem sentido posto de gasolina. Chegando lá, um dos garotos desceu e foi na "lojinha" que havia no posto e comprou um refrigerante. Porém, o outro que ficou no carro pediu para o frentista colocar R$10,00 de gasolina. Tava criado o problema. Como eles só tinham R$10,00 , nao teria como eles pagarem o refrigerante mais R$10.00 da gasolina. Conversaram com o frentista para liberá-los, dizendo que deixavam os documentos e pagariam o R$1,00 que faltava no dia senguinte, totalmente frustada a tentativa. "E agora, o que fazer??" Rapidamente eles lembraram que há pouco tempo me deixaram em casa, logo eu estaria acordado e poderia contribuir com a gasolina, pois ja estava envolvido no "mal feito". Mais ou menos umas 4h da manha estes "amados garotos" ligaram para minha casa A COBRAR. Como eu já estava dormindo, meu pai atendeu. Assim que tocou aquela musica horripilante de ligação a cobrar, começou o desespero dentro de casa e minha mãe também acordou. Sem se identificarem, devido a falta de senso da ligação, mandaram me chamar dizendo ser URGENTE, meu pai correu desesperadamente e me acordou. Sem se afastarem do telefone, meus pais seguiram ali, ouvindo a minha conversa e ansiosos para saberem o que estava acontecendo. Calmamente desliguei o telefone, fui no quarto, peguei minha carteira e desci, lá já tinha um carro me esperando com uma pessoa dentro, já que a outra ficou no posto como garantia. Me aproximei do carro e "paguei" e, ao voltar para dentro de casa, reparei que meus pais me observavam pela varanda. Antes de voltar a dormir, eles me chamaram para um "diálogo". Me perguntaram sobre tudo e todos, me perguntaram se estava com algum problema relacionado a drogas ou dívidas. Tentei explicar, porem foi em vão,´pois que pai poderia acreditar que às 4h da manha uma ligação a cobrar seria de um amigo e pedindo R$1,00 emprestado para pagar um refrigerante? Até hoje eles não aceitaram as minhas "desculpas esfarrapadas". Voltando à cena do posto de gasolina: os garotos pagaram suas dívidas, chegaram em casa e foram dormir. Ao amanhecer, a mãe de um deles iria viajar para uma cidade próxima. Porém antes de chegar no trevo, o carro travou. Chamou um guincho e voltou pra casa... Pena que eu não posso terminar esta história com a linda e tradicional frase, "...e viveram felizes para sempre."
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Peripécia de adolescente
Postado por Ignus Swerts às 07:53
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