quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Dj Panan no aniversário da República Sanatório...


Sempre em busca de festa. Já morando em Montes Claros, fomos para Diamantina (DTNA), já que a Republica Sanatório (República em que morei) fazia mais um aniversário. Infelizmente não me recordo quantos anos ela fazia naquele ano. José "Zé", Matheus "Puff" e eu "Nau" fomos para esta festa. Fomos na caminhonete dos pais de Puff, era uma S10 cabine simples. Lá estavam os três apertado e ouvindo DISCMAN. Isso mesmo, o carro não tinha som. Como um discman só possui dois fones(saída de som), o "nosso" motorista acabou não ouvindo nada, hehehehehehe. A viagem de ida foi muito traquila e sem "grandes acontecimentos". Chegamos em Dtna e nos hospedamos no Diamante Palace, Hotel do nosso grande amigo José. Logo de manhã fomos para o tradicional "cafezinho" no mercado, regrado de cerveja e salgadinho. No decorrer do dia fomos para a República Sanatório e ficamos conversando e tomando uma cervejinha. Como ali moravam somente amigos, sempre era muito agradável encontrá-los. Aproveitando esta oportunidade, ja aviso que daqui pra frente, em alguns posts, falarei um pouquinho de alguns GRANDES amigos que me ajudaram de alguma forma. Como este post fala da República Sanatório, impossível não citar um grande amigo chamado Luis Felipe, mais conhecido como BOI. Pois bem, BOI é uma pessoa que conheço há pelo menos 15 anos. Sempre eu, boi e a "turma" fomos colegas, e quando um mudava de escola. os "outros" sempre "iam atras". Este é um dos motivos de ter grandes amigos, pois sempre estudei com as mesmas pessoas, desde a infância. Apesar de ser um "cara" que "adorava" uma confusão, Boi sempre foi um bom companheiro de farra, conversas (conselhos) e principalmente um grande irmão quando mudei para Dtna. Pelo fato de termos morado juntos, aprendemos muito a confiar um no outro. Quando chegamos em Dtna, não conhecíamos nada nem ninguém. Por essas e outras que sempre saíamos e enfrentávamos muita coisa juntos, como, por exemplo, uma confusão com os "nativus" de Diamntina(já postado). Depois desta "Rasgação de seda", vamos voltar ao "assunto em pauta". Como Puff gosta muito de músicas eletrônicas, ele ficou responsável em "mexer" com som. Uma forma de Dj da festa. Como o objetivo da festa era divulgar a República, o valor inicial do ingresso era apenas R$5,00. Como a festa ganhou uma proporção maior do que o previsto, na hora da festa tinha gente querendo pagar R$20,00. Porém, já não cabia mais ninguém dentro da casa. Até de porteiro eu "trabalhei" nesta festa. A festa foi ótima e o Dj "trabalhou" da melhor forma possível. Pronto, acabou a festa e era hora de voltarmos para casa. Já era "domingão" quando pegamos estrada de volta para casa. Até a metade do caminho foi tudo muito traquilo. Isso mesmo, ate a metade. Próximo a Olhos D'água, a caminhote começou a esquentar demais o motor e começou a "morrer". Até que, de repente, parou totalmente. Zé, o nosso motorista, tentou de todas as formas ligar a caminhote, sem sucesso. Ficamos parados a poucos quilômetros de Olhos D'água. Como já estávamos um pouco apertados na cabine, nossas malas estavam na carroceria. Sol quente e sem ar condicionado, em poucos minutos começaram as reclamações. Logo ponderei: "Poderia piorar caso chova". Pronto, em menos de 5 minutos estávamos "debaixo d'água", caiu a maior chuva. Como as malas não poderiam molhar, colocamo-as dentro da cabine. Eis que surge um panan/panã ou fruta do conde, se preferir. Era uma lembrança que Zé levara para sua casa em Montes Claros. Como dentro da cabine ja estava apertado, Puff, o "nosso DJ" teve que segurar o fruto, surgindo assim o apelido de "DJ PANÃ/PANAN". A cada minuto que se passava o calor parecia aumentar ainda mais . Vidros fechados, ar desligado, cabine apertada e três "marmanjos" conversando e suando, foi impossível permanecer dentro da caminhonete. Puff e eu fomos nos refrescar na chuva. Pelo fato de Zé ter parentes em Olhos D'água, tentamos achar uma carona que o levasse à cidade em busca de alguma ajuda. Assim foi feito, conseguimos que Zé chegasse à Olhos d'água através de um caminhoneiro que passou por nós. Em poucos minutos, Zé retornou com um de seus parentes com uma corda que nos "guinchou" até a cidade. Como Puff e eu ja estávamos ensopados, tivemos que continuar na carroceria. Na entrada da cidade havia um posto de gasolina que oferecia serviço mecânico. Chegamos no posto e os "mecânicos" começaram a mexer no carro. Foi "constatado" que o problema era falta de óleo e água. Pois bem, colocamos água e óleo. Como o "serviço" era demorado, e estava passando jogo do Cruzeiro (meu time de coreção), entramos para a lanchonete e ficamos assistindo tv enquanto aguardávamos a liberação do carro. Tudo ok, voltamos para a estrada com "aval" dos mecânicos. Em menos de 3km, pronto, o carro parou novamente. Puff e eu descemos para tentar fazer o carro pregar no "tranco". Como chovia, estava muito escorregadio, pois o acostamento não era asfaltado. Após muito esforço, pedi uma "pausa" para descanso. Foi quando Puff disse que não estava cansado, logicamente porque o "disgramado" do garoto não tava empurrando nada. Pedi-lhe que trocasse de lugar com Zé. Conseguimos fazer o carro funcionar. Como estávamos próximo de Olhos D'água - desta vez alguns quilômetros à frente -, resolvemos voltar para a cidade. Fomos nos hospedar na casa do prefeito, no caso, o tio de Zé. Ficamos convencidos de que seria melhor deixar o carro consertando naquele mesmo dia e viajar no dia seguinte. Porém, era domingo e não achamos nenhum mecânico. Mesmo assim preferimos dormir por la. Ja que estávamos sem muita coisa para fazer, resolvemos dar uma "saidinha" para conhecer melhor as "baladas" da cidade. José, um cara muito "comportado", não animou de sair. Lá estava Puff e eu numa cidade desconhecida. Ainda bem que tínhamos a prima de Zé como nossa "guia turistica". Acabamos encontrando com algumas amigas dela e "papo vai papo vem", chegou a hora de voltar para a casa. Já que o lugar não era dos mais bonitos (tão pouco as pessoas) Puff, muito "guerreiro", resolveu ficar por lá. Ele estava "flertando" com uma menina. A situação do lugar era tão "tensa" que quando saí, Puff me entregou carteira, relógio, pulseira, colar, etc,. Fui dormir. As horas se passavam e nada de Puff chegar. Ate que Zé e eu ficamos preocupamos. Quando estávamos saindo para procurá-lo, eis que ele surge sorridente. O motivo do sorriso voces devem imaginar...
No dia seguinte, ligamos para um "guincho" e viajamos dentro da caminhote, porém em cima do caminhão.

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